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Detalhe do registo

A.S. BC - fev-março 1971.png

AUTORES: Sérgio , António, 1883-1969, Produtor, 189[]-1969

DATAS DE PRODUÇÃO FIM: Século XX

DATAS DE PRODUÇÃO INÍCIO: Século XIX

DESC. REFERÊNCIA: Portugal. Cooperativa António Sérgio para a Economia Social. Fundo António Sérgio

DTACUMFIM: Século XX

DTACUMINICIO: Século XX

FUNDO: Fundo: Fundo António Sérgio

HISTÓRIA ADMINISTRATIVA: António Sérgio nasceu em Damão (antiga Índia Portuguesa), em 3 de setembro de 1883.
Foi dos pensadores mais marcantes do Portugal contemporâneo, com uma vasta obra que se estende da teoria do conhecimento, à filosofia política e à filosofia da educação, passando história e divulgação do ideal cooperativista. Escritor, pensador e pedagogo português, a sua vida foi dedicada à reforma educacional em Portugal. Filho de um almirante, que foi Governador do Congo Português, passou a sua meninice em África, e só depois se veio radicar em Lisboa (1893). Foi aluno da Escola Naval, mas deixou a Marinha pouco depois de publicar Notas sobre os sonetos e as tendências de Antero de Quental (1908). Como político desde cedo foi um democrata convicto.
Sob o ponto de vista dos conteúdos doutrinários, Sérgio utilizou a geometria analítica e a física matemática que, aliadas a profundas implicações humanas e sociais, regendo o comportamento e a ação de cada um no todo social de que faz parte, foram a base do seu contributo interpretativo da sociedade da época e propostas para o seu desenvolvimento futuro. São disso corolários: uma doutrina cooperativista a nível da economia; uma doutrina democrática a nível da organização política da sociedade; uma filosofia da educação e uma conceção da pedagogia que encara a criança e o jovem como seres ativos e criadores; finalmente, uma teoria da cultura e uma teoria da história que o lançaram em polémicas célebres sobre os rumos de Portugal.
Defendeu que é no indivíduo, em cada indivíduo, que a unidade da consciência se manifesta: «caminhe-se para a liberdade através da liberdade»! Neste contexto formulou a sua doutrina sobre o socialismo cooperativista, surgindo-lhe o cooperativismo como a forma de organização social mais consentânea com a sua conceção do homem como ser ativo e criador. Com a proclamação da República, passou a trabalhar a favor da reforma da educação no nosso país. Assim, foi um dos fundadores do movimento denominado Renascença Portuguesa, fundamentalmente voltado para as questões educacionais. Criou e dirigiu também várias revistas e jornais que tratavam dessas matérias, como a revista Pela Grei (1918). Foi titular da pasta da Instrução Pública (1923), no ministério reformista de Álvaro de Castro. Com a ascensão de Salazar ao poder, foi obrigado a exilar-se em França e Espanha, de onde regressou a Portugal abrangido por uma amnistia.
Morreu em Lisboa a 24 de janeiro de 1969.

HISTÓRIA CUSTODIAL: Após a morte de Sérgio, não tendo este deixado herdeiros diretos, foram os seus sobrinhos que vieram a herdar a casa onde morou assim como o seu recheio. Segundo António Sérgio Pessoa, sobrinho de António Sérgio e um dos seus herdeiros, o tio nunca teria deixado indicação do destino que gostaria de ver dado, depois da morte, ao seu espólio documental. Pelo que foi por consenso entre os herdeiros, que a mesma foi entregue à UNICOOPE – União Cooperativa Abastecedora, uma vez que António Sérgio havia estado envolvido na criação da mesma.
Assim, em Janeiro de 1970, a família e herdeiros de António Sérgio, pela mão de António Sérgio Pessoa, confiou à Unicoope o espólio de seu tio, do qual constavam 25 caixas de documentação, a biblioteca pessoal de Sérgio e alguns objetos que lhe teriam pertencido. Entre a data cedência e 1974 o espólio manteve-se na casa de António Sérgio, onde só após o 25 de Abril foi instalada na sede da UNICOOPE, na Pasteleira, na rua Dr. Álvaro Gomes (Novos Pioneiros durante alguns anos após a Revolução), altura em que os herdeiros decidiram vender a moradia visto esta se encontrar em avançado estado de degradação.
Em 1979, atendendo à situação financeira extremamente delicada da UNICOOPE, os herdeiros decidiram entregar o espólio de António Sérgio ao INSCOOP – Instituto António Sérgio do Sector Cooperativo, criado em 31 de Dezembro de 1976 pelo Decreto-Lei n.º 902/76 .
Quando o novo proprietário da antiga casa de Sérgio decidiu demolir a mesma, tomou a Câmara Municipal de Lisboa a decisão de a adquirir e lhe dar destino mais condigno. E foi no seguimento destes acontecimentos que a casa veio a ser cedida, em 2 de Março de 1982, ao INSCOOP pela CML por protocolo assinado pelo seu presidente, Eng. Nuno Kruz Abecassis e pelo então Presidente do INSCOOP, Prof. Fernando Ferreira da Costa . As obras de reestruturação da casa decorreram entre 1982 e 1988 tendo sido tomada a decisão de manter a traça do projeto original, da autoria de Raul Lino, em vez do seu aspeto final derivado das alterações realizadas por António Sérgio. Finalmente, em 1988, terminadas as obras de recuperação da casa, Biblioteca e Arquivo puderam regressar às origens, a casa onde Sérgio os reuniu ao longo de toda a vida.
Posteriormente veio a CASES herdar do INSCOOP a responsabilidade pela conservação e organização do espólio de António Sérgio de Sousa, ao qual se vieram juntar outros fundos, situação que se mantém até hoje.

INSTDESCRICAO: Inventário (2014-2015) do Espólio Documental de António Sérgio, correspondente à parte que se encontra na Casa António Sérgio

NOTAS: Documentação tratada ao abrigo do "Concurso de Recuperação, Tratamento e Organização de Acervos Documentais 2015" financiado pela F. C. Gulbenkian

REGRAS: Acordo com as ISAD(G) 2002 e as ODA, 2ª versão (2007)

RESUMO: Conjunto heterogéneo de documentos produzidos, recebidos, recolhidos e acumulados por António Sérgio de Sousa (1883-1969) ao longo da sua vida, de teor pessoal e do decurso da sua atividade profissional. Produzidos nos mais variados locais, reflexo das relações sociais e da sua história pessoal.
No que respeita às tipologias documentais, encontra-se correspondência (cartas, cartões, cartões-convite, telegramas, bilhetes-postais e postais), cadernos, memórias, apontamentos, artigos, ensaios, peças judiciais e documentação impressa publicada (jornais, recortes de jornal, revistas, brochuras, boletins, panfletos, manifestos, folhetos, folhetins, fascículos e pagelas); etc.

DESCRITORES: EtnologiaEducaçãoPolíticaCartografiaPolémicasLiteraturaFilosofiaReligiãoHistóriaArte

SUPORTE: Papel; Cartão; Papel vegetal; Papel fotográfico

TIPO AQUISIÇÃO: Depósito

TÍTULO: Fundo António Sérgio

DOCUMENTO(S): A.S. BC - fev-março 1971.png

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